Implante Capilar: tudo que você precisa saber

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Quem sofre com a queda de cabelo sabe o quanto isso incomoda. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o problema atinge cerca de 80% dos homens com mais de 80 anos. Mas, também pode afetar as mulheres. Uma alternativa para quem deseja ter cabelos naturais novamente é o transplante capilar, conhecido popularmente também como implante capilar. No entanto, tudo vai depender do tipo de calvície que o paciente possui. 

Existem várias causas para a queda de cabelo, entre elas, alterações hormonais, maus hábitos alimentares, problemas genéticos ou psicológicos, mudanças na estrutura capilar e tratamentos químicos.  

Também há várias formas de tratamento: combinação de medicamentos, shampoos, tônicos capilares, entre outros. Porém, a única forma definitiva é o implante capilar. Confira a seguir tudo o que você precisa saber sobre o procedimento. 

O que é implante capilar 

O tratamento é totalmente eficaz e consiste em uma técnica de enxerto capilar nas áreas calvas. Em resumo, são retirados fios de cabelo de uma área saudável do paciente que, em seguida, são transplantados para a região em que não há mais cabelo.  

Após o procedimento, novos folículos passam a gerar fios totalmente saudáveis e naturais. Esse processo ajuda a recuperar o volume de cabelo na região e renova a aparência. Em geral, é necessário apenas uma sessão, entretanto, isso depende do grau da calvície e da densidade do cabelo do paciente. 

Diferença entre transplante e implante capilar 

O termo implante capilar era muito utilizado antigamente para dar nome ao procedimento que utiliza fios sintéticos no couro cabeludo para cobrir a careca. Entretanto, este método não é mais utilizado, mas virou sinônimo do procedimento chamado de transplante capilar, que se utiliza de fios naturais. Por isso, quando falamos de implante ou transplante capilar, nos referimos ao mesmo procedimento. 

Como funciona o implante capilar? 

Existem várias técnicas para realizar o tratamento. Em resumo, tratam-se de mini enxertos, micro enxertos e enxertos de unidades foliculares no couro cabeludo. Em alguns casos, também são utilizados retalhos, redução e expansão do tecido do couro cabeludo.  

Estes últimos são feitos em situações que o paciente precisa cobrir uma área calva maior. Entretanto, duas técnicas modernas são as mais aplicadas atualmente: FUE e FUT.  

Técnica FUE  

A técnica FUE (Follicular Unit Extraction), também conhecida como transplante de unidade folicular, é um procedimento em que os fios são retirados individualmente de um local saudável do couro cabeludo. Em seguida, os folículos são transplantadas na região receptora.  

Dessas faixas, são selecionados alguns folículos para serem transplantados através de pequenas incisões no couro cabeludo. O implante capilar deixa apenas uma cicatriz imperceptível, pois os cabelos crescem por cima, escondendo a cirurgia. 

Esta técnica também é popularmente conhecida como “transplante de cabelos sem cicatriz linear”. Afinal, as incisões são tão pequenas que não necessitam de ponto. Para realizar o implante capilar com o método FUE é fundamental ter elasticidade no couro cabeludo. Por isso, são feitas massagens durante o pré-operatório.  

Técnica  FUT  

A FUT  (Follicular Unit Transplantation) também é chamada de extração de unidades foliculares. Nesta técnica, uma faixa é removida da parte de trás da cabeça, onde fica a área doadora. Em seguida, o corte é fechado, deixando uma cicatriz linear que costuma ir de orelha a orelha.

Após a remoção da faixa de couro cabeludo, as unidades foliculares são separadas por microscópios, com intuito de dividir os grupos foliculares para o transplante. Esta técnica aproveita melhor a área doadora, obtendo cerca de 40% a mais de unidades foliculares do que a FUE.  Além disso, é possível obter ótimos resultados realizando apenas uma sessão.  

Quem pode fazer o implante capilar 

O implante capilar é um procedimento que pode ser realizado tanto por homens quanto por mulheres que sofrem com a calvície. No entanto, é necessário que o paciente tenha fios volumosos e elásticos atrás da cabeça para servir como área doadora. Quem tem fios mais grossos e fortes nas laterais e atrás torna-se um candidato melhor para o transplante. 

Pessoas com idade entre 35 e 40 anos são as mais indicadas para realizar o procedimento. Isso porque a alopecia androgenética, uma das principais causas de calvície, costuma evoluir até essa idade. Entretanto, pessoas acima de 25 anos já podem passar pelo procedimento. 

Geralmente, são indicadas a fazer esse tipo de tratamento pacientes com áreas de calvície bem definidas, que apresentem a maior área doadora de cabelos possível e que tenham sob controle situações de queda e seborreia intensa. 

Principais restrições  

As restrições quanto ao transplante capilar são para pacientes com doenças cardíacas graves, autoimunes ou alguns tipos de alopecias cicatriciais, como as secundárias ao lúpus, líquen plano e alopecia fibrosante frontal. 

Como é realizado o procedimento 

Primeiro de tudo o paciente precisa consultar um especialista em tricologia médica, que é a área que estuda as doenças do couro cabeludo e cabelo. Afinal, é fundamental que o profissional faça o diagnóstico correto da causa da calvície, para indicar a técnica de implante capilar mais adequada. O médico irá prescrever um protocolo de pré-implante com medicamentos orais e tópicos. 

O tratamento é realizado em um consultório ou hospital, por um dermatologista ou cirurgião plástico habilitado. Como o procedimento é pouco invasivo, apenas anestesia local é aplicada, gerando apenas uma leve sedação. O objetivo é evitar incômodo ao paciente no momento do transplante. A cirurgia dura em torno de 5 ou 10 horas, dependendo da técnica utilizada. 

Pré-operatório 

Como qualquer outro procedimento cirúrgico, o implante pode oferecer riscos durante e após a cirurgia. Aliás, o médico deve pedir alguns exames pré-operatórios básicos, como hemograma completo, para verificar a saúde do paciente.  

O profissional também deve recomendar a suspensão do consumo de bebidas alcoólicas e medicamentos como anti-inflamatórios, antialérgicos e anticoagulantes dois dias antes da cirurgia. Além disso, é necessário ficar pelo menos duas semanas sem fumar antes do procedimento. 

Pós-operatório 

Após o procedimento, o paciente é liberado para ir para casa no mesmo dia. Entretanto, é muito importante que todas as orientações passadas pelo médico sejam seguidas à risca. Isso inclui tomar os remédios receitados nos horários corretos e fazer a primeira lavagem dos cabelos no consultório médico, com auxílio de uma enfermeira.  

Repouso e primeiros cuidados 

Além disso, é fundamental dormir com a cabeça elevada nas 3 primeiras noites. Isso fará com que o edema causado pela cirurgia desça para a região posterior da cabeça, minimizando o desconforto e alterações estéticas na região da face. Também é importante evitar exercícios físicos leves e de impacto, não pegar sol, praia, piscina e ter um cuidado especial na lavagem dos cabelos.  

Entre o 10º e 14º dia do procedimento, os pontos da região doadora são retirados, liberando o paciente para a prática de atividades físicas mais pesadas. O pós-operatório do implante capilar feito utilizando a técnica FUT é mais doloroso. Entretanto, com a técnica FUE a recuperação é bem mais rápida e sem dores. Se por algum motivo o procedimento der errado, o que é extremamente raro, é possível corrigi-lo utilizando outra técnica, o que vai depender da avaliação médica. 

Alimentação 

Outro cuidado recomendado é com a alimentação. Aliás, ingestão de água, sucos naturais e água de coco é bastante indicado ao paciente que está em recuperação do implante capilar. Além disso, também é importante fazer refeições com pouco sódio e ricas em vitaminas e nutrientes. Alimentos como peixes, frutos do mar, carne de porco e gordurosos ou alergênicos devem ser evitados durante o primeiro mês. 

Quais os riscos 

O transplante capilar é um procedimento pouco invasivo e tem poucos fatores de risco graves durante o pós-cirúrgico. Entretanto, os problemas mais comuns que ocorrem são a cicatriz e o crescimento insuficiente ou até mesmo, queda dos fios transplantados. Outras complicações como hematomas, inchaço na área, formação de casquinha e coceira são as mais comuns de ocorrer.  

Não existe nenhum risco de o implante capilar sofrer rejeição, já que a doação dos folículos capilares é feita pelo próprio paciente. Também é praticamente nula a possibilidade de o resultado ficar com aparência de peruca.  

Resultados do implante capilar 

Os resultados definitivos do tratamento podem ser notados em torno de 12 a 14 meses após o procedimento ser realizado. No entanto, no quarto mês depois do procedimento os cabelos já começam a crescer. Imediatamente após 15 dias de cirurgia os fios começam a cair progressivamente e ficam em estado de dormência até o terceiro mês. 

Após esse período é que eles começam a crescer definitivamente, entretanto, não é possível observar resultado nenhum e o paciente pode ter a impressão de que o implante capilar não funcionou. Por outro lado, no sexto mês, os fios já alcançaram 50% do que será o resultado final do procedimento. Nove meses depois o resultado já está bem próximo do final. Cerca de 20% dos fios ainda nascerão até os 12 meses.  

Aproximadamente um ano depois é que os fios devem estar completamente crescidos. Nestas etapas, o médico fará o acompanhamento e provavelmente indicará medicamentos que irão atuar no fortalecimento e crescimento dos fios. 

Agora que você já sabe tudo sobre o implante capilar, entre em contato e agende uma consulta. 

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Enquanto isso, saiba mais sobre Transplante Capilar e seus resultados.


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